6/14/2016

MUITAS VEZES...

Muitas vezes, Perco-me Entre o passado e o presente Me perco, com as palavras Letras miúdas, graúdas e, Seus sentidos desconexos, disléxicos Me perco entre o hoje, amanhã, Ontem e outrora Me perco, em meus pensamentos, Puros, mundanos, Mortais, imortais E a vida passa, Como uma sucessão, De acontecimentos, Minutos, segundos, Milésimos de segundos, Horas a fio, Onde a essência, Vive em crise de existência Muitas vezes, Perco-me... Valdete Pereira

10/23/2015

ESPOLETA..

Meu chapéu tem penas pretas Tem penas pretas, meu chapéu Tem penas, tem brilho e, E fundo da cor do céu, Reluz como pavão ao léu. Minha gravata é de bolas, Brancas, pretas, multicoloridas, Minha borboleta Margarida, Que o diga :_Carambolas floridas Minha blusa e transparente, O arco-íris que se contente, Com a aparência reluzente, Que meu corpete tem, E o calção bonachão, Listrado até o chão, Com renda na bainha, Pra mostrar se feminina. Minhas botas brejeiras Cor de burro quando foge, Cor de jegue quando chega, Debaixodalaranjeira, Meu vestido boreal, Aboletado no varal, Esperando secar o sol, E você, Esta esperando o que. Valdete Pereira

O palhaço morreu...

O palhaço morreu...
Acabaram se as brincadeiras e gargalhadas,
Se palco não reluz,
O picadeiro a graça perdeu!

E aquele sujeito de calças largas, roupas multicoloridas,
Calçado largo ou de pé chão,
De nariz vermelho e riso bonachão,
Perde o carisma, a sagacidade e a alegria,
O que faremos sem este brincalhão,

E nariz não reluz mais,
Acaba-se o encanto e,
Inicia se o pranto,
Será a alma pândega resiste,
Se o tempo de outrora não volta mais,

Então que rufem os tambores,
Será que o palhaço sobrevive apropria morte...
Ledo engano ou sorte...

Prestem atenção na próxima cena
E desvendem esse mistério,
Se a morte ao palhaço condena!



                                                    Valdete Pereira

4/16/2014

Hoje



         Acordei
                          com a sensação
                                                   de que 
nada
                             daria certo...


deu 
tudo 

Errado!


NA SAGA DO DIA DIA

O DIA SEGUINTE É A PRIMAZIA!
                                    
                                         Valdete Pereira


Miserabilidades...



Na  minha cabeça,
Na cabeça de outrem,
Em nossas cabeças.

Pairam responsabilidades,
Inutilidades, iniqüidades,
Enraizados no ser estático,

Miserabilidades,
Atrocidades sem fim,
Ai de mim!

Pagamos pela inobservância,
De que quem não faz recebe,
A paga pelo mal feito.

                          Valdete Pereira

6/23/2012

Exportação em alta!


No “Pais das maravilhas”, onde as praias uma volúpia incomensurável;
Onde as mulheres do BBB são campeãs de audiência e sucesso na Internet;

Das “Garotas de Ipanema”, Barra, Copacabana ou Complexo da Maré!
País da diversidade racial que ganha no índice de “mal representado”,
 nos desfiles da moda..
De praias maravilhosas, onde brasileiros são estrangeiros e a orla é internacional!
De políticos de renome que roubam a cena de palhaços sem pestanejar!
E palhaços que ganham o fundo e o mundo na TV,
cujo padrão de qualidade é  HDTV,
Num país onde a energia elétrica não conquistou todas as fronteiras!

“Pais do Futebol!” De Bebeto, Garrincha,  Galinho de Quintino,
“Rei Pelé”´,dos Ronaldos e de tantos outros...
 Somos exportadores sim! “Somos primeiro mundo!”

Conseguimos ser top, passamos da alta qualidade da laranja às mulatas,
De craques do futebol à micro biquínis brasileiríssimos,
Do café exportação às  Marias chuteira, encantadoras !

Porém, a única coisa de alto padrão que não se consegue exportar ainda são os políticos!
Por isso consumimos muita pinga,
De alto padrão é claro!

                                                      Valdete Pereira



NECESSIDADE

Necessidade...
Palavra tão dependente? Impertinente!
Necessidade de quê; nasce-se tão independentemente só!
Mesmo os gêmeos descobrem sua independência,
Tão parecidos e ao mesmo tempo tão complexos!
Tudo que é demais, sufoca!
Tira nos o fôlego e,
Faz desejarmos outros ares...

Meu desejo,
Separação de corpos!
Em letras minúsculas num papel tosco,
Não quero um corpo a me prender,
Não quero ter de me olhar,
Todo dia num espelho roto,
Distorcido, perverso e mentiroso,
Que não traduz a verdade de meu ser...

Não quero
Ter que me dar banho,
Fazer me bonito, para que eu mesmo veja!
E assim ao cair da tarde...
Estar somente só!
E quando escrevo estas poucas linhas,
Tento matar meu ego..
Em você!
                                                           Valdete Pereira

Em essência..

O tempo, eu crio.

A velocidade,uma amiga,

Meu prazer, doar-se,

Passo e, fustiga-me os cachos,

Que se desprendem, em suas mãos...

Você sorri e...

Insinuo um meio sorriso.

Absolta, gargalhada ao vento,

Sua insistência, fazer-me feliz,

Prender me em seus braços,

Na repetição de fatos,

Esqueço-me,

Em essência

De ti.

                                    Valdete Pereira

SOTURNO

Nada a escolher,
Senão a morte;
Amavel e sorrateira,
Ronda-nos todo o tempo,

Tempos mundanos,
Tempos insanos,

De quando em quando ela se revela,
Num misto de dor e arrependimento,
Nos faz ansiar sua aparição,
Quase sempre derradeira...

Nada de morrer sozinho,
Soturnamente fico, a esperar-te,
Terei de pedir,
Terei de implorar-te,
Dê aos meus amigos o prazer,
Sentir a mesma agonia.

E nos arrependeremos,
Amargamente de tudo,
E se ela me levar ,
Não partirei sozinha,
Quero levar te amigo...


Entrincheirados,
Na mesma cova,
Numa mesma morte,
Tão bem quista,
E numa única lapide,
Nossos nomes anotados,
A esmo.

                                                           Valdete Pereira

Romântico



Seu romantismo não sai da primeira pagina,

Não me abres a porta do carro,

Não me carregas no colo,

Não me manda flores

Não me telefonas como antes,

E o antes se perdeu no tempo,

E o tempo é a gente que faz...

E a gente não fez.



Ainda te amo como antes,

Mas o que faremos com o tempo...

Uma vez que ele se foi.


                                            Valdete Pereira

Veneno,


Verei em teus olhos,

O perdão para meus pecados,

Mas quando volta e meia me olhas,

Peco, de novo!
                                      vALDETE PEREIRA                  
                           

Felino



Seu olhar me conquistou,

Seu sorriso me paralisa,

Mas se não sorri,

Murcho feito flor.,

Ai de mim,

Que não vivo sem teu amor.

                                  Valdete Pereira

12/16/2010

QUATRO


Eram quatro...
Quatro destinos
Um quarto,
Quatro solidões.

Um pia,
Um fogão, duas bocas.
Duas bi-cama,
Uma janela,
e um varalzinho de cordão.

Somente palavras banais, raras,
Nenhum alento,
Pairam pensamentos,
Nada de solidão!

Enquanto eu dormia,
com a barba por fazer...
Você, chegava da rua e,
com apenas um ovo para cozer...

E ele, sempre a pendurar roupa no varal, semi-sujas,
Enquanto nosso pai, mirava pela janela e,
Coçava sua barba rala, sem nada ver..

E frenética, a rua inundava o quarto...

Eram quatro os destinos,
Eram quatro esperanças,
Uma única desilusão ...
E nós não tínhamos nada a dizer!

_Quer um pedaço de chiclete?
Não! Me dá dor de estomago.

Valdete Pereira


CIGANA

Uma dose, após outra, e outra,


Após a terceira, ela se revelou...


Mulher atraente, de voz rouca,


Teceu em minha mente,


Uma sensualidade, a qual...


Não pude controlar.


Palavras surgiram de minha boca


Sorrisos, uma sensualidade louca,


Que nunca vi igual...


Seus contornos generosos,


Suas palavras doces, suaves,


Agressivas, mundanas...


Me torturavam...


Estremecia de prazer,


Quando imaginava,


Que me mirava,


Seus olhos me perseguem,


Dissimuladores tentam...


Levar-me para a alcova,


Para uma dose a mais...


Delírio desenfreado,


Que me levam a um longo,


Gozo antecipado...


Posso sentir ao mais leve toque,


Que uma noite longa,


Está por se fazer


A brotar o amor,


Pelas entranhas da vida


O amor e o prazer,


O prazer do amor.




9/14/2009

BLA BLA BLA...





As palavras
Nunca me disseram nada
Dei lhes significados e significantes e,
Mesmo assim MENTEM

OS GESTOS
Esses a mim tudo contam,
Mas eu NUNCA OS ENTENDI!















Restam lembranças fugazes de IMAGENS
Descaradamente falantes, IMAGINARIAS,
Nunca vistas antes!

                                         Valdete Pereira

DONA MARIA


Dona Maria,
Maria Benedita de Oliveira Pereira,
Dona Benedita,
"Conceição",
Cumadre!
Minha mãe tem muitos filhos,
Filhos de nascença,
Filhos de Criação,
Filhos postiços,
Filhos agregados,
Filhos de coração,
Filhos de tudo quanto é lado,
Filhos de Umbanda,
Filho que era irmão,
Mãe cantora,
Mãe benzedeira,
Mãe conselheira,
Mãe contadora de historias,
Mãe,
Menina,
Moça e,
Mulher...
Ter uma mãe assim quem não que?!?
Mãe Benedita,
Dona Maria, vive agora,
No coração dos filhos que teve!

Valdete Pereira

(Um presente a mãe, Dna Maria)
*Imagem NSra da Conceição

12/05/2008

VERDADES E MENTIRAS






José nunca contou uma verdade
e não era um grande mentiroso,
Matheus nunca identificou uma mentira
Logo nunca se deparara com a verdade ,
Paulo mentiroso de profissão
Fazia da verdade uma meta,
Inês, amante de José,
Esposa de Mateus,
Mãe de Paulo, vivia em conflito,
Contar a verdade sempre que necessário!

Valdete Pereira

Todo dia é Sexta-Feira 13




O dia mais estranho de minha vida, foi o dia que a cidade estagnou, o metrô parou e todo bicho homem paulistano de coração ou que estava as voltas da Paulistana Desvairada, ficou preso em sua insignificância, perto de tantos problemas! O fim do mundo chegou e não tomamos conta disso! Eita metrópole decadente e, que sobrevive com problemas infinitos de enchente, trânsito, metrô, aéreo e gente! E greve pra todo lado! Pra falar a verdade cheguei a triste conclusão...O problema de São Paulo é gente! O problema de São Paulo é o time “São Paulo”, “Corintians”, “São Caetano” ou qualquer outro time que resolva se aportar na cidade! O problema de São Paulo é o santo! “São Paulo”, o buraco do metrô, a van que caiu no buraco e a reação em cadeia gerada por um simples buraco! Agora imaginem se o buraco se abre no meio da cidade, no centro nervoso! Praça da Sé ? O grande buraco “Marginal” e os carros que insistem em cair nele, as “vans” que vieram pra resolver a falta de condução e condição e complicaram o transito da cidade! A extinta “Cracolândia”, que se espalhou pela cidade entre os arranha-céus e se infiltrou em todos os belos condomínios da cidade...Que tal “Cidade Cracolândia”? O problema de trafego aéreo que não leva a lugar nenhum! Leva sim pra sete palmos debaixo da terra!!!O problema de São Paulo é o “tráfico” de influência que faz que as soluções desaparecem e transforma tudo em uma bola de neve e graça a Deus aqui não neva, mas chove! A cidade da garoa, onde os problemas viram soluções “dinheiro público” que migra de bolso em bolso e se amontoam em mais reformas e mais problemas! O problema de São Paulo é a vaidade de se viver numa cidade fadigada, falida, fundida no concreto e onde sua amplitude cria ilusões e desilusões, onde a moda démodé é engolir goela abaixo tudo que é esdrúxulo e inerente à saúde mental de qualquer demente e, nessa corrida do dia-a-dia contra o tempo, a passos largos ganha a fadiga, o barulho, a sujeira, a poluição, o congestionamento, a indústria da multa, da moda, da ingerência política, onde todos chafurdam na lambança, cobrança pra que?! Afinal a mega metrópole paulistana não pode parar! E São Paulo para. E São Paulo grita e São Paulo clama. Respeito, é o que ela pede!Inconformada, eu reconheço:_ São Paulo. É apenas um pedacinho do Brasil! E agora José ?
Valdete Pereira

QUANTO...


Quanto de felicidade cabe num quarto?
Quando de desejo cabe num corpo?
Quando a paixão acaba?
Quanto vale o sentimento?
Quanto amor se pode sentir?
Eu te daria uma tonelada de explicações...
Como? !
Quanto?!
Quando?!
Porém, nada valem agora.....
Valdete Pereira

Novos Rumos


É tempo de recomeçar...
Sem Adolf Hitler ,
Sem Bashar al Assad,
Sem Madre Teresa de Calcutá,
Sem Margareth Thatcher,
Sem Martin Luther King Jr,
Sem Fernando Henrique Cardoso
Sem Robert F. Kennedy,
Sem Bashar al Assad,
Sem Evita Peron
Sem Hugo Chavez,
Sem João Paulo II,
Sem Sabah al Ahmad al Sabah,
Sem Juscelino Kubischeck,
Sem George W. Bush,
Sem Raila Odinga,
Sem Elizabeth 2ª,
Sem Luiz Carlos Menen, Sem Gerhard Schröder,
Sem Barack Obama,
Sem Luiz Inácio lula da Silva,
Sem Aiatolá Khomeini,
Sem Fidel Castro,
Sem Tony Blair,
Sem Osama Bin laden,
Sem Jacques Chirac,
Sem Mahmoud AbbasS,
Sem Hosni Mubarak,
Sem Ariel Sharon,
Sem Ernesto Geisel
Sem Saddam Hussein,
Sem rei Fahd,
Sem Angela Merkel
Sem Ronald Regan,
Sem Kofi Annan ,
Sem Condoleezza Rice,
Sem Mwai Kibaki,
Sem Hillary Clinton
Sem Guennadi Ziuganov,
Sem Lady Daiana,
Sem Gordon Brown,
Sem Luis Carlos Menen
Sem Nicolas Sarkozy
Sem Michelle Bachelet
Sem heróis e justiceiros,
Sem bandidos e mocinhos,
Sem santos ou demônios,
Sem mártires ou monstros,
Sem milagres,mágicas,ilusões...

A harmonia em um único botão,
De volta ao início...


Valdete Pereira

Vestida pra matar









Sapato, salto 15,
Meias finas, cores quentes
Vertido com corpete
E olhar indecente

Passos de gazela
Andar de serpente
Fingia ser de carne e osso
Sereia em forma de gente

Bolsa miúda
Miúdo isqueiro
Fumar é um prazer
Corpo masculino, cinzeiro.

Seus cabelos aloirados
Seu batom carmim
Dentes, perdição em marfim,
Seu sorriso endiabrado
Corta feito festim...

Matar sem pena, sua tradição,
Roubou bancos, diamantes,
Quadros raros, ametistas,
Levou consigo a perversa,
O coração de muitos homens, esta Artista.